Capítulo II – DORMIR NO MUSEU

Capítulo II

DORMIR NO MUSEU

Por Mônica Leite de Campos

 

Como eu havia falado no último post Umas férias curtinhas, mas bem curtidas, o plano era seguir de Bilbao para San Sebastian, mas não resistimos a visitar o Hotel Marquês de Riscal em Elciego – Rioja. O hotel como o próprio nome indica é o local onde se produz o famoso vinho que leva o mesmo nome. Posso quase garantir que já viram a famosa garrafa que tem uma rede dourada metálica a envolvendo.

Quem for mais atento, vai reparar que existe um fio dourado formando uma tela em volta da garrafa.

Quem for mais atento, vai reparar que existe um fio dourado formando uma tela em volta da garrafa.

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A distância é pequena, a estrada excelente e a paisagem maravilhosa, muito verde, grandes espaços e muitos pinheiros.

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Parece pintura

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De caminho há muito para visitar, mas estávamos ansiosos por lá chegar. Como a nossa reserva só estava disponível depois das 15hs paramos para almoçar em Haro, uma pequena cidade muito bem cuidada. A escolha do restaurante, ao acaso, foi uma excelente surpresa.

Haro

Haro

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Entramos pela porta do restaurante Las Duelas, pertencente ao Hotel Los Agustinos (um antigo convento do século XIV, com decoração arrojada), que oferece comida caseira de primeira qualidade: umas almôndegas e um leitãozinho confitado, levemente assado, tudo muito bem feito e com excelente apresentação.

Restaurante Las Duelas

Restaurante Las Duelas

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A melhor parte foi a sobremesa “ La paixoneta”, folhado recheado de creme de amêndoas – doce típico do País Basco, uma delícia!

sobremesa

Sobremesa típica da região

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Estando na Rioja, o vinho só poderia ser Marquês de Riscal…. Mentirinha … há muito para provar e adegas excelentes: Bodega Ysios (desenhada pelo Calatrava); Bodega Darien (desenhad por Jesús Marino Pascual); Finca dos Arandinos (novos produtores da Rioja) e muitos mais… Mas como nosso destino é mesmo o Marquês de Riscal, partimos para ele – que destino!!!

Hotel Marquês de Riscal

Hotel Marquês de Riscal

 

De muitos pontos da estrada vamos assistindo o nascer do Hotel com a sua força, movimento, cores e tudo o que possa haver de mais surpreendente. Não me atrevo a descrevê-lo porque as obras de arte são para serem vistas, saboreadas com os olhos e neste caso, vividas.

dormindo no museu marques

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Eu havia escolhido um quarto especial para que a arquitetura estivesse bem presente.

Dormir no museu telhado rosa

 

Há um corpo anexo ao hotel principal ligado por uma ponte.

Dormir no museu Ponte marques de Riscal

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Mas vale um investimento a mais, que é o de dormir na parte principal e vivenciar toda a arquitetura que está à nossa disposição.

Detalhe do quarto, observe o pé direito

Detalhe do quarto, observe o pé direito

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Já perceberam porque chamei ao “post” DORMIR NO MUSEU….

Dormir no museu igreja

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Em cada canto e recanto uma surpresa, um detalhe, um movimento – tudo isto com uma força impressionante…

Dormir no museu vista

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… que só nos apetece tocar, entender, vivenciar.

Dormir no museu vista

Biblioteca

Biblioteca/Lounge

Bar

Bar

 

Tudo isto é o resultdo do trabalho de uma grande arquitecto: Francis Guerry, que em cada obra, pretende transmitir um pensamento. No museu Guggenheim de Bilbao, são as carpas que a avó deixava na banheira antes de as cozinhar. No Marquês de Riscal são as cores presentes no vinho e na sua produção: o rosa fechado do vinho tinto, a madeira das barricas e o prata do vinho branco.

faxada

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Tive a curiosidade de marcar uma visita à cave que está muito bem estruturada e explica toda a história da vinha e do vinho.

marques bodega

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Nestas instalações estão armazenados 5 milhões de garrafas e existe uma área que guarda pelo menos uma garrafa de cada ano da sua produção, devidamente registradas e que são abertas em ocasiões muito especiais … o que não aconteceu com a nossa visita!!?? Mas foi por engano da organização… Mas a visita termina com uma prova de vinhos.

Um pequeno detalhe: nada pode ser fotogrado no circuito de produção do vinho.

O hotel tem 2 restaurantes: o estrelado Marquês de Riscal com sua cozinha de autor, e o Bistrô 1860, com comida tradicional da região.

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A noite estava promissora e convidava a jantar na varanda.

Dormir no museu deck foto 12

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A comida estava excelente. Como entrada veio uma deliciosa terrine de queijo de cabra com cebolinho, mel e sésamo.

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Como prato principal um purê de batata, bastante líquido, acompanhado de uma espécie de sopa de cogumelos e pedaços de foie gras, surpreendentemente bom.

ovo

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A seguir, uma tábua de queijos locais – porque a minha curiosidade não resiste a bisbilhotar e a provar o que é local. Seguida de uma sobremesa partilhada com o marido para encerrar uma noite deliciosa: Torrada quente com creme de queijo idiazabal, maçã e sorvete de mel. Como viram, adoro queijos e este foi o tema da noite, porque na terra do vinho é uma companhia indispensável.

dormindo no museu queijo.

Para os copos, uma cava Dioro Baco e um Finca Torrea – só para provar um pouco mais da Rioja. Uma curiosidade: alguns clientes trouxeram do quarto o vinho que ofereciam como cortezia aos hóspedes.

Vinho cortezia

Vinho cortezia

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No dia seguinte, o café da manhã também foi servido na varanda com vista sobre a terra de Elciego e as vinhas que circundam o hotel.

Vista do café da manhã

Vista do café da manhã

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Mas havia chegado a hora de partir porque a viagem tinha que continuar. Havia muito para ver, provar e o almoço estava marcado no projeto Prêt à Porter, do conhecido e estrelado Eneko Atxa, dono e chefe do Azurmendi… uma curiosidade que ficará para o próximo post….

Mônica Leite de Campos

Mônica Leite de Campos

Para ter e deixar saudades é preciso produzir amor em tudo o que fazemos.

Beijo, Mônica

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BBB

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18 comentários em “Capítulo II – DORMIR NO MUSEU

  1. Mônica querida, todas as vezes que me lembrar desse lugar, vou me lembrar de vc com muito carinho. Eu devo a vc ter conhecido essa maravilha. Luiz e eu nunca vamos me esquecer os dias perfeitos que passamos lá. Continue nos enriquecendo com suas dicas maravilhosas. Muito, muito obrigada mesmo. Bjs

  2. Puxa vida, eu e uns amigos fomos lá em Bilbao e eu não tinha noção da existência desse hotel. Ah nemmm, a agência não falou pra gente. Nós perdemos!

    • Laura fica um pouco fora da rota de Bilbao está mais na Rioja mas vale o desvio. Tem motivo para voltar. Beijo, Mônica

  3. Monica, eu sou brasileira residente em Portugal. Daqui em diante eu te acompanho no blog Dilucious que é um blog muito bom. Obrigada

    • Luciamara a ideia é falar de Portugal onde vivo há quase 30 anos mas vou colocando umas outras viagens pelo meio que vou tendo a oportunidade de fazer. Felicidades. Beijo, Mônica

  4. Monica,embaixadora da sutileza,da gentileza,dos pequenos(grandes)detalhes que só enriquecem.
    Aliás,o simples fato de te conhecer já é enriquecedor,pois voce sempre tem algo genial a acrescentar.
    Bendita hora em que voce e Dilu se uniram nesta caminhada do bom gosto para nos presentear com estes posts deliciosos!!

    • Junia querida os olhos dos amigos vêem coisas incríveis fui ganhando força e coragem com os seus incentivos. Obrigada por me abrir este caminho. Beijo carinhoso. Mônica

    • Denise o prazer vem do que o coração sente em todas as circunstâncias mesmo que não seja ao vivo e a cores eu adoro imaginar, sentir, viver a partir do meu cérebro e do meu coração. Beijo, Mônica

  5. As vezes a gente pode ver e viver pelo olhar alheio. Eu estou fazendo isto agora vendo e vivendo esse lugar que meu corpo não pode ir. Um barato, obrigadaaaaa

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