A colmeia faz Paris se curvar para o L’Abeille. Coisas de SHANGRI-LA!

Reza a lenda que ‘Shangri-La’ é um lugar paradisíaco situado nas maravilhosas montanhas do Himalaia, onde as pessoas vivem permanentemente num ambiente de felicidade e saúde. No mundo ocidental, ‘Shangri-la’ é entendido como um paraíso terrestre oculto onde as pessoas que lá vivem adquirem uma quase imortalidade. E aqui, em Paris, a apenas 600 mts da Torre Eiffel, a 500 mts da Place du Trocadéro existe um imóvel que faz parte da história da França. Essa história tem a ver com Napoleão e o imóvel é listado nos Monumentos Históricos da França, mas o que tem uma história a ver com a outra? É que tudo isso junto e misturado atende pelo nome de Shangri-La Hotel (não, infelizmente 😥 nunca fiquei hospedada neste hotel/palácio de luxo que tem 3 restaurantes, 2 deles agraciados com estrelas Michelin – esses sim, tive o privilégio de conhecer) e é o que hoje tenho pra contar…

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A colmeia faz Paris se curvar para o L’Abeille.

Coisas de Shangri-La!

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Quer algo para, literalmente, babar (em todos os sentidos) no 16º arrondissement de Paris’? Oui, hoje vou mostrar, ou melhor, dar uma dica daquelas boas, mas boa com força. Com a mesma força que nos seduz a mistura do oriental com o francês, caso do Shangri-La.

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Tudo começou em 1896 quando foi construída uma suntuosa mansão para o sobrinho de Napoleão.

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Hoje, o palácio tem a atmosfera da época, porém, recriada com um toque elegante/discreto do mundo oriental, onde nós, simples mortais, podemos ver onde mora a imortalidade.

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Administrado pelo grupo hoteleiro de luxo SHANGRI-LA, o hotel goza de um cenário… sim, cheio de história, mas que encanta não apenas por isso, mas pelo primoroso cuidado notado em cada detalhe.

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Imagens de extremo refinamento que, uma pós outra, nos deixa de queixo caído!

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Uma verdadeira joia que teve sua decoração original preservada no hall de entrada e na grande escadaria.

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Mas o brilho dessa joia se estende às cozinhas do hotel. Ainda não experimentei a comida mais  informal do sudeste asiático de um dos três restaurantes, o La Bauhinia, mas o espaço é tão chic quanto os outros com seu telhado de vidro reluzente.

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Eu amo comida chinesa, imagina sendo ela, além de autêntica culinária cantonesa, requintada e reconhecida com 1* Michelin. É o caso do Shang Palace, que reúne a comida preparada por excelentes cozinheiros asiáticos ao primor das louças requintadas… Só pode resultar numa jornada culinária excepcional que vou postar em outra ocasião, já que fui de uma outra vez que estive aqui em Paris e as fotos estão lá em casa.

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Então… preparem-se: agora é a vez do restaurante gourmet francês L’Abeille, batizado assim para homenagear Napoleão – a abelha era um dos símbolos da família imperial.

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O ambiente é uma continuação do que vimos lá fora: pura elegância de autêntico requinte.

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Fomos colocados numa mesa com vista para o jardim, lindo!!!

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(Único comentário negativo: o restaurante está mal situado diante das vistas magnificas que o hotel tem para a Torre Eiffel).

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A cozinha é orquestrada pela batuta do Chef Christophe Moret (Lasserre, Alain Ducasse no Plaza Athénée, Louis VX …).

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Chef Christophe Moret e eu

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Que atingiu o nível de melhores mesas em Paris, com 2** Michelin e títulos como Three Toques, Gault & Millau.

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O menu degustação nos permite desvendar uma gastronomia que poderia ser chamada de ‘Mesa das mil e uma noites’ com sabores franceses, ou seja, mesa de prazeres parisienses.

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O curso vai depender de tão grande é sua fome (ou seja, sugiro que você se imponha um jejum de 24 horas para melhor aproveitar), ou seja, do seu apetite ou do seu astral gourmet no dia.

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O meu estava ávido…

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Ainda mais que eu “tinha” de experimentar as delícias carinhosa e especialmente feitas para o maridão vegetariano, a começar com essa coisa deslumbrante! Olha isso:

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Ele teve uma salada de amêndoas frescas com cenoura e quinua com um brodo de frango…

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Cauliflowers, gently pan-fried brioche in Le Ponclet butter, a maravilha à seguir era uma variação de couve flor com pain perdu (rabanada)…

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Finalizando para o vegetariano, que sempre sai ganhando: risoto de trufas. Só que este foi diferente, adorei a maneira de servir: deixou de ser um simples risoto pra virar um prato gourmet, show!

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A foto ficou horrível, vale a pena ver o pequeno vídeo.

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O Luiz não gosta de menu harmonizado e eu, apesar de não beber muito, às vezes quero conhecer as combinações de sabores…

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Pena eu ter esquecido de tirar as fotos da cada uma das garrafas…

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Agora é a minha vez, vez do meu menu! Bem…

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Parece que vai dar numa mistura forte. Parece, mas não dá. O ouriço-do-mar, o caviar, o dashi… tudo se torna delicado nas mãos do chef que arrasa num creme de ovo feito com Dashi acompanhado por emulsão de enguia defumada, pequeninos pedaços de lulas e caviar. Quem sabe o que faz pode misturar sem medo de errar! E a incrível mistura explode na boca num carnaval de sabores. Uma loucura!

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Royale dashi, ouriço-do-mar, caviar

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Araignée de mer du Cotentin tomato gingembre, sabayon coraillé. Uma entrada impressionante! Sem palavras!

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Depois veio um Saint Peter com ôsô???desarmô? ôrmô???…

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kkkkkk… só fui entender depois no São Google que o ormeaux é um tipo de ostra: o ormeaux selvagem é pego um a um por mergulhadores profissionais com licença de pesca. Assim, a quantidade captada é limitada, o que explica o preço bastante alto do ormeaux. Formô?

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Depois veio a carne, sequência tradicional!

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Com tudo isso, Luiz de olho nos queijos!

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Só duas curiosidades pra quem não sabe ou se confunde: os queijos sempre serão servidos antes da sobremesa e o vinho do Porto é uma das harmonizações que consideramos, Luiz e eu, perfeita.

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Ah! Antes da sobremesa, ainda pode ter a PRÉ sobremesa que, no caso, foi fraises à la crème.

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Que veio com granita de menta, basílico e estragão.

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A sobremesa “assinature”: “Miel de maquis corse givré au parfum de citron et d’eucalyptus”: uma mistura amarga, ácida, fresca, doce e linda. Mel corso, limão de Menton, gel de eucalipto, pólen de flores na massa sablé, telhas finíssimas e crocantes. Com um molde especialmente criado para essa sobremesa, A colmeia faz Paris se curvar para o L’Abeille. Coisas de SHANGRI-LA!

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E para fechar com chave de diamante, porque ouro… foi o jantar inteiro, veio a belezura a seguir!

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Ah, quase ia me esquecendo! Depois de tudo isso, não poderia negligenciar o também inesquecível chá…

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Que claro, não veio sozinho! Olha o L’Abeille mignardise!!!

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E a pessoa quer tudo! Como assim, Dilu? Calma, fia! Afff…  😳

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Nem posso deixar de citar a equipe que domina um nível de serviço in-su-pe-rá-vel, mega profissional, mas ao mesmo tempo casual, leve, sem pompa de restaurante estrelado… Adorei!

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Após o jantar, nada melhor que aproveitar o palácio e tomar um digestivo (afinal…) 😛 .

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Ou brindar a influência asiática neste deslumbrante mundo francês…

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O Bar é point dos parisienses, a dica é que você vá mesmo que não seja pra jantar num dos restaurantes do hotel. Se quiser (ou se tiver numa noite romântica), o bar tem espaço VIP… afff… chic demais!

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Mais chic é ganhar um regalo na saída…

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Bem gente, preciso dormir! Mas reza a lenda que ‘Shangri-La’ é um lugar paradisíaco… blá blá blá… onde as pessoas que lá vivem adquirem uma quase imortalidade, lembram? Em sentido figurado, imortal é algo que, apesar de não mais existir, permanece vivo na memória. Posso garantir que o L’Abeille adquiriu, pra mim, a imortalidade. 

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Ah, também reza a lenda que os habitantes do ‘Shangri-La’, o tal lugar paradisíaco,  seriam iluminados e teriam a missão de guardar os maiores tesouros do mundo. Aqui, no L’Abeille, também reza uma lenda: dizem que a boa comida, apesar de ser um tesouro, não é guardada, é oferecida! Coisas de SHANGRI-LA!

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SHANGRI-LA Hotel Paris

10, avenue d’Iéna – 75116 – Paris – Tel : (33 1) 53 67 19 98

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30 comentários em “A colmeia faz Paris se curvar para o L’Abeille. Coisas de SHANGRI-LA!

  1. Diludiquinhassssss amanhã eu vou fazer a reserva neste show de restaurante,também sinto de não ficar nele,eu já fiz a reserva de hotel,peninha!!!!

  2. minha querida…
    eu simplesmente adoro ler e ver seus posts, porque além de ganhar cultura eu babo com as comidas maravilhosas, muito bonita a matéria e vc nem se fala, né!
    beijos de uma admiradora

    • Stella, vc tinha perguntado sobre o chinês do Shangri-La, que tal se fôssemos no dia 1 de janeiro? Começar o ano a la conceito “shangri-la”…

    • Ô gente, que delícia de comentário! Obrigada minha flor! O que é mesmo muito bom “na veia” é ter pessoas assim no nosso convívio! Obrigada!!!!!

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