Continuando ainda na Borgonha. Acordamos com uma surpresa: linda vista da janela do nosso quarto – e o melhor, a previsão era de chuva… e os céus nos enviam o sol! Maravilha! Mas maravilha mesmo será se você conseguir chegar no final deste post enorme, porque hoje quero mostrar como é possível aproveitar o máximo de um dia de viagem. E olha que somos o tipo de turista que acorda tarde (sem aquela preocupação que normalmente a maioria tem, de querer sair cedo do hotel para melhor aproveitar o dia), nos delongamos nas refeições, as vezes voltamos ao hotel para uma pequena “siesta”, sentamos nas praças, paramos para apreciar o rio (amo), fazemos feira, ganhamos aula sobre queijos… E ainda pego receitas… Rsrssss

O cartão postal de Joigny – pronuncia Joání, é essa linda ponte sobre o rio Yonne! Este cartão postal é visto da nossa janela!
Joigny, cidadezinha linda do século X sofreu um terrível incêndio em 1530.
E cá estamos nós nessa lindeza reconstruída e hoje é dia de feira, minha paixão! O mercado coberto com sua bela arquitetura de 1883 em metal e brique está intalado bem na margem do rio Yonne.
A feira propriamente dita, é algo que vale como um “tour turístico”. Os legumes e as frutas são lindos, os frutos do mar vira festival, tamanha diversidade, sem falar nos preços… O que se vê é para nos lembrar dos valores praticados no Brasil (revolta), pois quase tudo é mais barato. Depois desse “sofrimento” rsrrsss… (Já pensou entrar num lugar onde só tem ingredientes maravilhosos e não poder levar nadica para cozinhar?), fomos tomar nosso rumo do dia. As estradas são deslumbrantes!

Auxerre – pronuncia Ôxserr, outra belezura, é conhecida pelos vinhedos que produzem o Chablis.


Fizemos reserva num restaurante alta gastronomia, mas ao chegar, ainda bem que resolvemos dar uma olhadinha no menu. Para o Luiz não tinha nada, e para eu comer… hummm… Também a mim, nada apeteceu! “Vamos correr?” É a maneira brincalhona da minha irmã Dorinha, sempre que a coisa não está muito benta! Então, foi o que fizemos: corremos! Hummm… E corremos para o paraíso! Já falei que adoramos comida indiana e desta vez, arriscamos ao optar por um restaurante muito simples bem no coração do “centre ville“, que pensamos ser indiano. Especialidades turcas era o que nos esperava, e ao abrir a porta… Hummm… Que aroma maravilhoso! Faça isto, quando não souber onde comer, siga seu “faro” rsrsrsss

Além do perfume de temperos e comida bem feita exalando, a simpatia do dono nos cativou. Pedi o menu e fui muito feliz!

Fez dedicatória, como os grandes chefs fazem!
Que surpresa maravilhosa. Ah… quando acontece esse tipo de coisa, tenho vontade de que todos meus amigos tenham a mesma experiência.

Não posso me delongar nas descrições, vou tentar ser o mais suscinta possível. A não ser quando valer a pena.


Esse próximo prato traz um tipo de triguilho chamado bulgur ou burghul em árabe – é uma preparação feita com trigo de sêmola dura. Tenho lá em casa, e achava que era indiano, pois comprei numa mercearia indiana. Quando chegar em BH vou fazer e dar receita aqui no blog. Delicioso!

A seguir… vale a pena! Prato principal… tão principal, que já o nomeio como um dos melhores da viagem! Com o prato, e o aroma, já na minha frente, peço para o dono explicar o que é. Receita de família, do mesmo modo que a mãe preparava em Samsun, no Mar Negro. Desossa a perna de pato, tempera, recheia com figo branco da região do norte da Turquia, fecha, costura e coloca para confitar. O “Pelimez”, fundo da carne, é misturado com h’uile de gergelim, passas e reduz por seis horas. Pêssego, pêra e limão também são cozidos nessa redução e servidos com a carne… Quem fizer essa receita, me conta, por favor!


Aquele sabor do pêssego com o pato não sairá tão cedo da minha boca e da minha memória. “Quem” é restaurante estrelado perto daquilo!
Isso é muito bom para lembrarmos que restaurante mais em conta, não apenas mata a fome, mas também surpreende. Merci beaucoup Madame Varol Hatice.

Sei que saímos do restaurante turco muito mais felizes do que quando lá entramos. Estamos alegremente vendo o resto de Auxerre. Sei também que depois do almoço a qualidade das fotos cái assustadoramente… Rsrsssss….

De repente, interrompo nosso passeio para observar essa linda senhora tirando queijos de seu carro. Ao me ver, ela nos convida para entrar na sua fromagerie. Nem preciso dizer que Luiz e eu quase enlouquecemos com a variedade e com o que aprendemos ali dentro.

“O queijo é a alegria de viver”
Também nunca imaginaria entrar numa verdadeira “voyage par les fromages” ao sermos recebidos por Pâquerette Soufflard, da Confraria dos Cavaleiros do Sabor do queijo e dona de uma das melhores fromageries da França.



Cada tipo de queijo em sua região no mapa da França
Ela nos conta coisas interessantes como cada queijo ao chegar é colocado na atmosfera adequada e devem ser ventilados de acordo com o tipo. Em casa, deve ser retirado três a duas horas antes de ser consumido.

Depois de querer comer todos os queijos… Pé na estrada, de novo! E que estrada… meu Deus! Linda!
Trocamos o roteiro. Era para primeiro visitar Vézelay – pronuncia Vêzelé, mas esqueci de conferir e fomos direto para Auxerre. Erros no percurso sofrem consequências no final do dia. Vézelay é mais longe e menor. Chegamos e a cidade já está vazia… O frio aperta… Escurece muito depressa… Aí a coisa fica meio sem graça. Se tivéssemos feito conforme o planejado, chegaríamos em Vézelay para almoçar e a tarde iríamos para Auxerre, e lá seria o nosso jantar. Enfim, Auxerre é uma cidade que oferece mais opções, poderia ter ficado para o final do dia.
Melhor tomar rumo! De casa? Nã nã nã, nã nã! Ainda tem mais! Já devo ter dito que Luiz Guilherme gosta de almoçar e jantar. Então… Lá vamos nós! Para onde? Não sei! Isso é que dá sair do planejado. Muitas vezes é maravilhoso sair sem rumo, mas pode acontecer de não dar certo. E agora não está dando, porque não temos onde jantar. Pedimos sugestão para a concierge do hotel e ela nos indica Catherine Lorain, a irmã do chef do La Côte Saint Jacques. Lá fomos nós para o outro lado do rio, no Rive Gauche Restaurant.




Sempre chego a noite sem fome, mas a “aradice” é tamanha, que acabo comendo. Mas hoje, acontece que peço, mas tenho de cancelar. O Luiz ainda quer queijos… É a paixão da vida dele.

E sobremesa que ninguém é de ferro!
Se você ainda está aqui, é porque conseguiu chegar no final… Cansou? Esse imenso post é bom para eu mostrar “um dia” inteiro e tentar te auxiliar. Quando você fizer seu próprio roteiro, lembre-se, o principal é planejar tudo nos mínimos detalhes e não reservar muito tempo para as cidades pequenas. Esse é o grande truque. Na França, as cidades são coladas umas às outras e te permitem conhecer, as vezes duas, três, até quatro, acredite, em apenas um dia. E o melhor, ainda dá tempo de fazer biquinho e aprender a pronúncia no mais lindo mineirês: “Joání”, “Ôxserr” e “Vêzelé”….
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Ahhhh Borgonha com seu boeuf bourguignon e seus vinhos. Que maravilha!
Aproveite!!!
Imagina! Foi um grande prazer ler até o final.
Bjos.
Ainda vou conhecer esta maravilha da região!! Adorei os relatos dos restaurantes! Acho que iria gostar muito desse turco, adoro a comida turca, comia Kebabs na Alemanha, hmmm!
Dilu, não é possivel terem feito tanta coisa num dia só. Um abraço e bom resto de viagem
Tô com água na boca? Não, bobagem!!!!!! Se vc achou o post grande, não ficou!!!!! Ficou Dilucious!!!!!! Amei!!!!! Espero ansiosamente o próximo!!!!!! Que, com certeza, vai ser de dar água na boca!!!!!! Beijos!!!!! Lu.
Dilu, o post pode parecer grande pra vc mas pra gente que ta lendo, num minuto acaba. Ainda mais que é tao bom de ler e ver. Beijos
Diluzete, vc é uma fofa! As pronuncias ficaram super lindas e o post delicioso de ver. Helô
Nossa que super a fromagerie, que mulher simpatica. Nunca imaginei uma francesa fazendo isso. Dilu parabens, seus posts sao muito bons.
Eu e meu marido fomos em ôxserr kkkkkkkkkk é muito linda mesmo. Ai que saudade dessa viagem. Abraços pra vc Dilu
Dilu, muito bacana esse post. Beijo
Beijaoooooooooooooooo Dilu
Estive aí ha alguns anos atras, é lindo apaixonante, as feiras em Sarlat com tudo fresco, e o Saint James hotel, tudo de bom!
Vezelay é charmosa! Fiquei hospedada no L’Abbaye ( é assim mesmo que se escreve?)A Borgonha é minha região preferida da França.
Tenho as melhores lembranças!!! Obrigada por me trazer essas recordações diluciosas!!! Bjos Silvana
Eu tambem tenho otimas lembrancas desses lugares maravilhosos, ai que delicia de viagem! Beijao
Nossa que show de post! Grande! Não, eu achei muito pequeno! rsrsrsrsrsrs Cheguei no final, e como assim? Já acabou!!! Estou adorando viajar com vocês, consigo até sentir o gosto e o perfume dos lugares onde vocês dois estão indo. Nesse post, descobri uma afinidade minha com o Luiz Guilherme, também amo queijos! Meninos, obrigada por nos mostrar tantas maravilhas e aproveitem tudo com muito amor! bjos
Diluzinha, que tal uma excursão? Dilucious no país das delicias! hahahaha
Lindo post!
“Gentem!!”,que maravilha!
Nada dificil esta missão de acompanhar sua viagem.Nem com GPS conseguiria me localizar tão bem!!!
Sabemos como existem lugares belos no mundo,mas sempre que viajo agradeço muito a oportunidade de poder conhece-los.É realmente um privilégio!
Com erros e acertos,que vcs continuem se divertindo.
Vivi em Joigny dois anos.1968/1969.Espero lá voltar qualquer dia.